O câncer de mama é a principal causa de óbitos entre as mulheres brasileiras. Há anos a medicina está trabalhando para mudar esse panorama tão grave e triste. Mas ao ser descoberto no começo do desenvolvimento, há 95% de chances de cura. E 80% dos casos são descobertos pelas próprias mulheres, por meio do autoexame das mamas. 

Na década de 1950, nos Estados Unidos, o autoexame das mamas surgiu como estratégia para diminuir o diagnóstico de tumores de mama em fase avançada. Ao final da década de 1990, ensaios clínicos mostraram que o autoexame apontava a presença da doença, mas não reduzia a mortalidade pelo câncer de mama. A partir de então, diversos países passaram a adotar a estratégia de breast awareness, que significa estar consciente para a saúde das mamas. 

Essa estratégia de conscientização destaca a importância do diagnóstico precoce. A orientação é que a mulher observe e palpe suas mamas sempre que se sentir confortável para tal (seja no banho, ao deitar, ou qualquer outro momento que achar oportuno, como a troca de roupas, por exemplo). O ideal é que se torne um hábito, sem necessidade de seguir uma periodicidade fixa, estimulando a descoberta casual de pequenas alterações mamárias suspeitas.

Sintomas

A doença apresenta alguns sinais de alerta, tornando a identificação muito simples. São eles: 

  • Nódulo (caroço), fixo e geralmente indolor: é a principal manifestação da doença, estando presente em cerca de 90% dos casos quando o câncer é percebido pela própria mulher;
  • Pele da mama avermelhada, retraída ou parecida com casca de laranja;
  • Alterações no bico do peito (mamilo);
  • Pequenos nódulos nas axilas ou no pescoço;
  • Saída espontânea de líquido anormal pelos mamilos.

Em caso de apresentar algum desses sintomas, procure seu médico para proceder exames complementares. Lembre-se que descobrir o câncer no início permite um tratamento menos agressivo. Faça o autoexame e mantenha em dia seus exames preventivos.

Além disso, você também pode cuidar e manter suas amigas e familiares bem informadas. Nossa corrente de prevenção é forte, basta que conversemos sobre o assunto e apoiemos umas às outras. 

(Fonte: Inca)